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Repsol YPF 25/08/2008
Mudança de
conselho
A queda do preço do barril de petróleo levou ao recuo da cotação nas
últimas semanas. Apesar das incertezas em torno das perspectivas do grupo, a
acção está agora barata. Comprar
Nos últimos anos, a Repsol tem sido penalizada pela
sobreexposição à América latina (Argentina em particular), que continua a pesar
sobre a sua rentabilidade e perspectivas de produção (nova queda de 13% no
segundo trimestre).
O plano estratégico 2008-2012 (anunciado no
início do ano) visa um sensato reequilíbrio geográfico
da sua actividade, nomeadamente através de
uma venda em breve de 20% da sua participação na filial argentina YPF. Mas
consideramos o objectivo de lucros fixado (multiplicação por 2,8 em quatro anos)
demasiado ambicioso e um pouco arriscado.
De facto, são muitas as incertezas no horizonte – a evolução do
preço do barril de petróleo, o processo de venda da YPF, a estratégia branda
relativa à participação no capital da Gas Natural (em posição para adquirir a
eléctrica espanhola Union Fenosa).
Pela nossa parte, preferimos a prudência e
prevemos lucros por acção de 2,90 euros para 2008 e de 2,80 para 2009. Porém,
para o longo prazo, somos mais optimistas. A recente descoberta de
reservas de petróleo
ao largo do
Brasil anima as perspectivas do grupo em termos de renovação das reservas e de
produção, dois dos seus pontos fracos face à concorrência.
Disponível desde 19 de Agosto de
2008 Cotação à data da análise: 20,39 EUR


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