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Corticeira Amorim 19/05/2008
Praticamente em
linha
A desvalorização do dólar, a subida das taxas de
juro e o abrandamento económico impediram um melhor desempenho. Mas o grupo não
desiludiu. A acção está correcta. Manter
A Corticeira Amorim (CA) apresentou uma descida dos lucros de
12,8% no primeiro trimestre, face há um ano atrás, para os 0,03 euros por acção.
Um recuo quase em linha com o que esperávamos, justificado pelo agravamento dos
encargos financeiros fruto da subida das taxas de juro. Já o volume de negócios
cresceu 5,2%. Em destaque, a principal unidade de negócios (UN; Rolhas)
aumentou as receitas em 8,7%. Este dado está impulsionado pela entrada de duas
empresas no perímetro de consolidação mas, por outro lado, é prejudicado pela
desvalorização das moedas de exportação (nomeadamente o dólar). Em base
comparável, sem efeitos cambiais, o VN desta área cresceu 4,7% com destaque para
as rolhas naturais. Realce pela negativa para a UN Aglomerados Compósitos
(-3,8%), afectada pela queda do dólar e pela conjuntura actual: mercado
automóvel europeu e construção civil nos EUA. Ao nível da rentabilidade, o
efeito cambial pesou muito, mas a CA conseguiu ainda apresentar um resultado
operacional a subir 1,0%. Já a respectiva margem sobre o VN caiu de 6,0% para
5,8%. Por nossa parte, mantemos praticamente inalteradas as estimativas de
lucros por acção de 0,17 euros para 2008 e 0,18 euros para 2009.
Cotação à data da
análise: 1,56 EUR


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Goodwill
Quanto uma empresa faz aquisições, ela paga um preço. Este preço não reflecte
necessariamente o valor contabilístico da empresa comprada, ainda que ajustado ao
valor de mercado do imobilizado. Deste modo, a empresa compradora pode pagar um
prémio devido à importância da marca, à sua imagem emblemática, à carteira de
clientela, perspectivas de crescimento, etc.
Este suplemento de preço designa-se por goodwill.
Para as empresas cotadas, este montante não poderá ser amortizado anualmente,
devido à introdução em vigor das novas normas de relato financeiro.
A presença de goodwill no balanço de uma empresa é um factor que aumenta o risco.
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Efeito de alavancagem
O efeito
alavanca consiste num efeito multiplicador. Por exemplo, nos warrants e
opções, as flutuações na
cotação do activo subjacente são repercutidas no
valor do warrant ou opção de forma muito superior. O
efeito de alavanca aplica-se na subida do activo subjacente mas
também na descida, o que torna os warrants e as
opções bastante especulativos.
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