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Repsol YPF 03/03/2008
Plano estratégico muito
ambicioso
Apesar do quarto trimestre ter saído acima do previsto, 2007
decepcionou. Para dinamizar o crescimento, a Repsol lançou um ambicioso plano
estratégico. A acção está correcta. Manter
Graças a uma subida de 56% no último trimestre, o lucro
por acção de 2007 progrediu 2%, para 2,61 euros. De facto, o recuo de 8% da
produção de hidrocarbonetos (dissabores na América latina) não permitiu à Repsol
beneficiar em pleno da subida do preço do barril de petróleo (+11%). Ao invés, a
actividade Refinação revelou uma boa solidez. Os objectivos anunciados no
plano estratégico 2008-2012 são muito ambiciosos. Face aos fortes investimentos
e a uma previsão de crescimento de 5% por ano da produção, a Repsol prevê
duplicar o resultado operacional e quase triplicar o lucro até 2012. Embora a
administração considere o plano realista, nós temos dúvidas, dadas as
dificuldades enfrentadas pelo grupo e pelas companhias petrolíferas em geral.
Ainda que o crescimento seja estimulado por projectos em curso (Golfo do
México), a subida dos custos operacionais e de produção penalizará a
rentabilidade e o grupo não está ao abrigo de uma nova manifestação de
nacionalismo. Além disso, esses objectivos excluem elementos excepcionais e
desinvestimentos. A Repsol mantém-se vaga face à venda de activos, cujo impacto
deve ser significativo (ex: YPF). Prevemos lucros por acção de 2,50 euros para
2008 e de 2,55 para 2009.
Cotação à data da análise: 22,85
EUR


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