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Corticeira Amorim 19/11/2007
Bons resultados trimestrais
A Corticeira Amorim apresentou um bom desempenho operacional no
terceiro trimestre. Em termos globais, enquadrou-se no que esperávamos e a acção
está correctamente avaliada. Manter
Tal como no primeiro semestre, a Corticeira Amorim (CA) continua
no bom caminho. Assim, nos primeiros nove meses do ano, a empresa líder mundial
na cortiça apresentou, face há um ano, um crescimento do volume de negócios (VN)
de 5,2% e dos lucros de 14,7% para os 0,11 euros por acção. Na base, está o
desempenho das principais unidades: rolhas e revestimentos (80,6% do VN), cujas
vendas mais do que compensou a desvalorização do dólar, assim como de outras
divisas, face ao euro. Lembre-se que a CA exporta 94,2% da sua produção, ainda
que mais de 60% com destino à União Europeia. Por outro lado, a reestruturação
industrial concluída em 2006 continua a dar frutos: margem operacional cifrou-se
nos 8% (6,9% há um ano). Para tal, contribuiu o maior peso de produtos de maior
valor (rolhas naturais e de champanhe). Para melhorar a oferta nestes segmentos,
a CA anunciou a aquisição de uma empresa francesa produtora de rolhas de
champanhe por 13 milhões de euros. Por fim, a subida das taxas de juro penalizou
os ganhos financeiros, apesar do endividamento estar estável. No cômputo
geral, deixámos as nossas estimativas de lucros por acção praticamente
inalteradas nos 0,17 euros para 2007 e para 2008.
Cotação à data da análise: 2,00
EUR


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Free float
O free float de uma acção é a parcela de capital negociada em Bolsa e que não se
encontra na posse dos accionistas de referência.
Fala-se de free float quando se evoca a liquidez de uma acção. Quanto maior for a
liquidez de uma acção (medida nomeadamente pelo volume de transacções diários e o
free float), mais investidores podem comprar e vender acções em provocar grandes
oscilações da cotação.
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Profit Warning
Uma empresa
lança um aviso sobre resultados (“profit
warning” em inglês) para informar que não
será capaz de alcançar os resultados que previa. A
razão pela qual a empresa não obterá os resultados
esperados pode ser conjuntural (ou seja, temporária) ou
estrutural (ou seja, recorrente e mais grave) e poderá ser
devida a factores externos (os quais o grupo não controla) ou
internos (incapacidade, falta de eficiência da empresa,…).
No caso de um profit warning a cotação baixa. Para saber
se a queda é exagerada e constitui uma oportunidade de compra,
convém observar o nível de valorização da
acção. Podemos considerar como uma reacção
exagerada se a forte queda ocorre num momento no qual a
acção não está cara e se a origem dos
problemas não coloca em causa as perspectivas a prazo da
empresa. Se o motivo do profit warning não for demasiado grave
(conjuntural, externo) e se o nível de valorização
esperado após o aviso for razoável, poderá ser um
bom momento para comprar. A avaliação com
exactidão da causa do profit warning é, por isso,
primordial.
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