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Repsol YPF 21/05/2007
Perspectivas pouco
tranquilizadoras
Os resultados trimestrais saíram acima das
expectativas, mas a forte presença do grupo na América latina continua a
penalizar e perturba as perspectivas. A acção está
correcta. Manter
No primeiro trimestre, o lucro por acção da
Repsol progrediu 3%, graças a uma redução dos custos financeiros e aos sólidos
resultados da actividade refinação e distribuição (30% dos lucros em
2006), cujo resultado operacional aumentou 5%, dada a progressão das margens e à
manutenção dos volumes vendidos. O ramo exploração e produção (59% dos
lucros) continua a ser o calcanhar de Aquiles do grupo com um recuo de 32% do
resultado operacional, devido fundamentalmente à descida do preço médio do
barril de petróleo, à forte apreciação do euro face ao dólar e à queda de 4% da
produção de hidrocarbonetos. Neste aspecto, o grupo é penalizado pela renovação
do nacionalismo na América latina, onde está muito presente. Sem a
nacionalização de um importante campo petrolífero na Venezuela, a produção teria
progredido 1% no primeiro trimestre. E uma operação semelhante acontecerá este
ano na Bolívia, agravando ainda mais o perfil de produção do grupo. Além disso,
a ausência de objectivos de produção para o médio prazo
e as leves perspectivas quanto ao papel que desempenhará na reorganização do
sector da energia em Espanha (nomeadamente através da participação de 30% na Gas Natural) não
são tranquilizadoras.
Cotação à data da
análise: 26,91 EUR


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