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Corticeira Amorim 28/08/2006
Resultados não desiludem
Apesar da ameaça dos vedantes sintéticos, a Corticeira
Amorim não desapontou os investidores. A acção está correctamente
avaliada. Manter
Os resultados semestrais da Corticeira Amorim não desiludiram,
com o volume de negócios (VN) e os lucros por acção a subirem, respectivamente,
5,9 e 20% face há um ano atrás. Entre as unidades de negócio, destaque para os
Revestimentos (26% do VN) e para as margens nas Matérias-Primas,
que beneficiaram da utilização da cortiça extraída em 2005. Assim, em termos
consolidados, a empresa apresentou uma margem bruta recorde no
segundo trimestre (50,1%). Nas Rolhas (53% do VN), realce para o bom
desempenho das rolhas naturais, em particular nos mercados francês, italiano e
norte-americano. Boas notícias para a Corticeira, numa altura em que os vedantes
sintéticos continuam a ser uma ameaça (com maior peso fora da Europa). A nível
mundial, estima-se que estes representem cerca de 20% do mercado. No entanto, a
reestruturação industrial em curso penalizou a margem operacional, devido às
indemnizações e porque as novas unidades ainda não atingiram a eficiência das
antigas. Em termos financeiros, o endividamento líquido caiu ligeiramente,
apesar dos investimentos efectuados. Reajustámos ligeiramente as nossas
estimativas de lucros e prevemos agora 0,15 euros por acção para 2006 (antes,
0,16) e 0,16 para 2007 (antes 0,17).
Cotação à data da
análise: 2,00 EUR


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Consolidação
Em
contabilidade, a consolidação é o acto de agrupar
as contas de uma empresa mãe e das suas filiais. A
publicação de contas consolidadas permite dar uma imagem
mais fiel da empresa no seu conjunto. Além disso, fala-se de
consolidação de um sector quando se assiste ao
reagrupamento dos seus diferentes intervenientes (alianças,
fusões, aquisições…).
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Profit Warning
Uma empresa
lança um aviso sobre resultados (“profit
warning” em inglês) para informar que não
será capaz de alcançar os resultados que previa. A
razão pela qual a empresa não obterá os resultados
esperados pode ser conjuntural (ou seja, temporária) ou
estrutural (ou seja, recorrente e mais grave) e poderá ser
devida a factores externos (os quais o grupo não controla) ou
internos (incapacidade, falta de eficiência da empresa,…).
No caso de um profit warning a cotação baixa. Para saber
se a queda é exagerada e constitui uma oportunidade de compra,
convém observar o nível de valorização da
acção. Podemos considerar como uma reacção
exagerada se a forte queda ocorre num momento no qual a
acção não está cara e se a origem dos
problemas não coloca em causa as perspectivas a prazo da
empresa. Se o motivo do profit warning não for demasiado grave
(conjuntural, externo) e se o nível de valorização
esperado após o aviso for razoável, poderá ser um
bom momento para comprar. A avaliação com
exactidão da causa do profit warning é, por isso,
primordial.
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