Repsol YPF 08/05/2006
· Petrolífera –
Energia
· Bolsa de Madrid
· 23,21 euros
Como tinha prometido aos eleitores e seguindo as passadas do seu
colega venezuelano Hugo Chavez, Evo Morales, recentemente eleito chefe de Estado
da Bolívia, decretou a nacionalização do sector dos hidrocarbonetos. Em resumo,
as empresas estrangeiras deixam de ser proprietárias para serem apenas
exploradores locais de campos de gás e de petróleo, que se deverão contentar com
receitas baixas. A Repsol, fortemente implantada neste país, que representa 18%
das suas reservas e 9% da sua produção, é uma das principais vítimas (juntamente
com a brasileira Petrobras). Um novo duro golpe para o grupo que, há quatro
meses, foi obrigado a reduzir para metade o nível das suas reservas provadas
(reservas que são técnica e economicamente viáveis), devido ao endurecimento
fiscal neste país (18% para 50% em 2005). E a sobre exposição da Repsol à
América latina, que acolhe 67% das suas reservas, é mais problemática do que
nunca, dado que as nacionalizações na Venezuela e na Bolívia poderão conduzir
outros a fazer o mesmo. Contudo, no curto prazo, o impacto nos resultados será
limitado, dado que somente 3% dos lucros de 2005 provieram da Bolívia. Por
antecipação, já tínhamos reduzido a taxa de crescimento estimada para os
dividendos a longo prazo. Por agora, mantemos a nossa estimativa de lucros por
acção nos 2,5 euros para 2006 e 2007.
As nacionalizações do sector do gás e do petróleo na Bolívia
assombram as perspectivas do grupo. Mas a cotação já antecipava este anúncio e
acção está correcta. Pode manter.
REPSOL YPF (em euros)



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