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SAG 09/01/2006
· Comércio automóvel
· Bolsa de Lisboa
· 1,72 euros
A SAG esteve em evidência em 2005 ao valorizar 38,3%, bastante
acima do PSI-20 que, em igual período, avançou 13,4%. Por detrás do bom
desempenho esteve, sobretudo, a melhoria continuada dos resultados, apesar do
difícil ambiente económico.
Na distribuição automóvel, a SIVA fechou 2005 com uma quota de
mercado nos veículos ligeiros de passageiros de 12,8%, recuperando assim algum
do terreno perdido para os seus concorrentes, após a subida da Volkswagen que
beneficiou da remodelação da sua gama.
Na área de serviços, o destaque vai para o acordo de parceria
estabelecido com o Santander Consumer. A operação implicou a alienação da
Multirent que gerou uma mais-valia de 16 milhões de euros (ME) e permitiu
reduzir em cerca de 140 ME a dívida do grupo. Este acordo, para além de reforçar
a presença internacional da SAG, decorre da orientação estratégica do grupo em
aumentar a importância da área de serviços. Com efeito, a médio prazo, o
objectivo é aumentar o peso dos serviços automóvel e financeiro para os 60% dos
resultados globais, contra os cerca de 40% actuais.
A política generosa de dividendos é um factor positivo, devendo-se
manter a distribuição em torno de 60% dos lucros gerados. Por fim, a aquisição
de acções próprias tem igualmente contribuído para aumentar a rentabilidade de
alguns indicadores económico-financeiros.
Apesar da difícil conjuntura do mercado automóvel, condicionada
pelo fraco crescimento e pela elevada carga fiscal, a SAG deverá continuar a
recuperar quota de mercado. De qualquer maneira, e de modo a potenciar o seu
crescimento a empresa aposta na área de serviços. Em 2005, o grupo deverá ter
obtido lucros de 0,13 euros por acção e, para 2006, prevemos 0,17 euros. A acção
está correcta. Pode manter.
SAG (em euros)



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