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Corticeira Amorim 29/08/2005
· Cortiça
· Bolsa de Lisboa
· 1,19
euros
Os lucros semestrais da Corticeira Amorim (CA) caíram 10,1% face a
igual período de 2004, para os 0,05 euros por acção e o volume e negócios (VN)
recuou 3,1%. Uma evolução que não ficou muito aquém do esperado.
Com efeito, na unidade de negócio rolhas, que gera mais de metade
do VN, o grupo foi penalizado pela conjuntura vinícola internacional, apesar da
recuperação registada no segundo trimestre. Pela positiva, realce para as rolhas
de champanhe e as novas Neutrocork e para os mercados espanhol e francês. Pela
negativa, o recuo no mercado australiano devido à concorrência agressiva dos
vedantes alternativos. Por sua vez, a actividade de revestimentos cresceu 7%,
suportada pela boa evolução no mercado alemão.
Em termos de rentabilidade, a margem operacional caiu
ligeiramente, levando à queda de 14,3% dos lucros operacionais. A este respeito,
a CA adiantou que os recentes fogos, assim como a seca, não deverão ter impacto
na produção e nos preços da cortiça. Por fim, os juros líquidos mantiveram a
tendência decrescente, como esperado.
Para este ano, reduzimos as nossas estimativas de lucros de 0,12
para 0,11 euros por acção e, para 2006, prevemos 0,15 euros. Apesar da subida
dos últimos tempos, a acção continua, em termos fundamentais, barata. Porém,
dado o risco de uma possível saída do PSI-20 (a ocorrer em Janeiro) que poderá
penalizar a cotação, não recomendamos a compra. Pode manter.


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