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SAG 06/06/2005
· Comércio automóvel
· Bolsa de Lisboa
· 1,26 euros
A SAG fechou o primeiro trimestre com um lucro ligeiro de 0,016
euros por acção, um pouco abaixo das nossas expectativas. Com efeito, e já de
acordo com as normas IFRS, os lucros recuaram 50,2%, com o volume de negócios a
ceder 2,6% face ao período homólogo de 2004. Este fraco desempenho deveu-se
sobretudo à prestação negativa da área de distribuição automóvel (SIVA), cujas
vendas caíram 13,6%, com a quota de mercado de veículos ligeiros de passageiros
a recuar de 14,3 para 11,8%. A Volkswagen (VW; -26,9%) foi a principal
responsável por esta queda, afectada pelo fim do ciclo de vida de diversos
modelos (polo, passat…). Ao invés, a Audi e a Skoda reforçaram um pouco a
quota.
Nas restantes áreas, o retalho automóvel recuou 4,5% devido à
queda na venda de viaturas usadas. Nos serviços automóveis, realce positivo para
a Multirent que aumentou o capital financiado e o volume da sua carteira em 5,3%
e 3,4%, respectivamente. Por fim, na Unidas (Brasil), a gestão de frotas e o
rent-a-car deram boas indicações.
Os resultados da SAG desapontaram, afectados pela fraca prestação
da VW. Para o resto do ano, prevemos uma recuperação das vendas da SIVA, graças
ao lançamento de novos modelos. Porém, o abrandamento da economia e as medidas
mais restritivas ao consumo avançadas pelo Governo irão condicionar a retoma do
mercado automóvel. Para 2005, reduzimos as nossas estimativas de lucros por
acção de 0,15 euros para 0,13 euros. Para 2006, prevemos 0,17 euros. Em Bolsa, a
empresa tem vindo a comprar acções próprias e já detém 3% do capital (pode ir
até 10%), o que confere alguma sustentação à cotação. A acção permanece barata.
Pode manter.
SAG (em euros)



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Green Shoe
Aquando da entrada de uma empresa em Bolsa, o prospecto faz, por vezes, menção de
uma opção green shoe.
Esta opção permite, durante um tempo determinado e segundo as modalidades
precisas, apresentar, após a introdução, um pacote suplementar de acções, no caso
da procura exceder a oferta de títulos. A origem deste termo
é a empresa Green Shoe Corporation que utilizou pela primeira
vez esta técnica.
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Diluição
Quando
aumenta o número de acções de uma empresa (por
exemplo na sequência de um aumento de capital), o lucro a
distribuir pela empresa terá de ser repartido por um maior
número de títulos. O lucro por acção pode
assim diminuir temporariamente: é o que se chama de
diluição do lucro.
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