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Corticeira Amorim 18/04/2005
· Cortiça
· Bolsa de Lisboa
· 1,14 euros
Em 2004, a Corticeira Amorim obteve lucros totais de 0,08 euros
por acção (+23,7% face a 2003) e de 0,07 euros em termos correntes (+31,7%).
Ainda assim, estes valores ficaram um pouco abaixo do que esperávamos, devido a
um fraco quarto trimestre.
O volume de negócios (VN) cresceu 0,5% e todas as unidades de
negócio (U.N.) aumentaram as quantidades vendidas. Em termos operacionais, a
margem EBITDA caiu de 12,8 para 12%, fruto da desvalorização do dólar e do
aumento dos custos, mas a redução das amortizações e provisões, permitiu que o
resultado operacional crescesse 4%. Para tal contribuiu a boa performance da
U.N. “Revestimentos” (25,6% do VN), que cresceu 6% e melhorou fortemente a
margem operacional, suportada pelas vendas de revestimentos de solos na
Alemanha. A principal U.N. do grupo, “Rolhas” (52,2% do VN), manteve a
facturação a níveis de 2003, mas a rendibilidade operacional baixou, afectada
pelo recuo do dólar contra o euro. De resto, a empresa reduziu a dívida bancária
e melhorou o resultado financeiro negativo em 17,7%.
Em 2005, a Corticeira deverá confirmar a recuperação dos resultados
já verificada em 2004, embora a evolução do dólar e a débil conjuntura possam
ser ainda um travão ao desempenho do grupo. Assim, e tendo em conta o impacto
das NIRF, para 2005, estimamos lucros por acção de 0,13 euros (antes 0,15 euros)
e para 2006 prevemos 0,15 euros. A acção continua barata e acreditamos que
mantém potencial de valorização. Pode manter.
CORTICEIRA AMORIM (em euros)



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