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Sag 11/04/2005
· Comércio automóvel
· Bolsa de Lisboa
· 1,37 euros
Em 2004, a SAG desapontou: os lucros totais caíram 19,6% face ao
ano anterior, para os 0,11 euros por acção, incluindo elevados ganhos
extraordinários obtidos com a venda de imobiliário a um fundo de investimento.
Sem estes, os lucros atingiram apenas os 0,08 euros por acção.
O volume de negócios progrediu uns magros 2,7%, mas os resultados
operacionais caíram 24,9%, afectados por perdas na venda de veículos usados e
semi-novos. No principal negócio, a distribuição automóvel, a SIVA perdeu quota
de mercado nos veículos ligeiros de passageiros (passou de 14,9 para 13,5%), com
as vendas a recuarem 5,7%, enquanto o mercado cresceu 4,1%. Entretanto, os dados
de Março de 2005, continuam a revelar um desempenho abaixo do mercado. Porém,
pensamos que esta tendência irá inverter-se nos próximos trimestres, com o
lançamento de novos modelos (novos VW Passat e Pólo). Nos serviços, realçamos a
boa prestação da Multirent, com uma forte melhoria operacional e o crescimento
da Unidas (Brasil).
No dia 19 de Abril, a SAG irá pagar a segunda parte dos dividendos
relativos a 2004, no valor líquido de 0,03145 euros por acção, depois de em
Outubro passado ter pago um dividendo intercalar de 0,0238 euros.
Os lucros da SAG em 2004 ficaram abaixo das expectativas, afectados
pela fraca prestação da distribuição automóvel. Em 2005, esperamos melhorias
progressivas à medida que forem lançados novos modelos (no total serão 16).
Todavia, reduzimos as nossas estimativas de lucros por acção de 0,18 para 0,15
euros. A acção continua barata. Pode manter.


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Cash-flow
O cash-flow: refere-se, geralmente, a todas as receitas "cash" menos todos os
encargos desembolsados; ou o lucro líquido mais as amortizações, provisões…;
representa a capacidade da empresa em gerar fundos para investir sem recorrer ao
investimento.
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Reverse split
Uma
operação de reverse split corresponde a uma
redução do número de acções em
circulação, pelo que a cotação aumenta
instantaneamente pela mesma proporção. No dia do reverse
split, cujo factor seja, por exemplo, 20, a cotação
irá ver multiplicada automaticamente por 20 de modo a que
não haja alteração à
capitalização bolsista da empresa. Ou seja, uma
operação neutra para a valorização do
investimento do accionista.
Normalmente, as empresas não adoptam um reverse split a
não ser que sejam obrigadas, nomeadamente pelos mercados
bolsistas, em que há casos de exigirem que a
cotação unitária seja superior a um determinado
valor.
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