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SAG 09/02/2005
· Comércio automóvel
· Bolsa de Lisboa
· 1,47 euros
A SAG entrou em 2005 com o pé direito (até 8 de Fevereiro subiu
14,8%, mais do dobro da valorização obtida pelo PSI-20), não obstante as
notícias pouco animadoras referentes às vendas da sua actividade automóvel. Com
efeito, em 2004, a SIVA, que distribui as marcas Volkswagen (VW), Audi, Skoda,
Bentley e Lamborghini vendeu menos 5,1% face ao ano anterior, enquanto o mercado
de veículos ligeiros (VL) subiu 3,8%. Assim, a empresa viu a sua quota de
mercado cair de 12 para 11%. Já nos veículos ligeiros de passageiros (VLP), a
queda foi maior e a SIVA passou a deter 13,5% do mercado, contra 14,9% em 2003.
Na origem deste desempenho está sobretudo a evolução da VW (65,8% da facturação
da SIVA), cujas vendas caíram 4,3%. A marca debateu-se com o fim do ciclo de
vida de alguns modelos e com a forte concorrência no segmento do Golf.
Entretanto, as vendas do sector automóvel de Janeiro mostram alguma força do
lado da procura (VL +10,8%; VLP +13,3%). Contudo, a SIVA continuou a fazer pior
e voltou a ceder terreno face à concorrência, com as vendas da VW de VL a caírem
5,9% (VLP -10,5%) face ao período homólogo de 2004.
Em Bolsa, decorreu em Janeiro o segundo período de exercício dos
warrants associados à emissão de obrigações SAG 2003. Para assegurar o exercício
destes direitos e com o intuito de suportar a cotação, a SAG tem em curso um
plano de compra de até 10% de acções próprias.
Os números do mercado automóvel revelam melhorias, mas a SAG
continua a ceder quota de mercado. Todavia pensamos que esta situação deverá
inverter-se ao longo do ano face à remodelação da sua gama. Em Bolsa, a compra
de acções próprias permite fazer face ao exercício dos warrants e ajuda a
sustentar a cotação. Mantemos a estimativa de lucros correntes por acção de 0,11
euros para 2004 e de 0,18 euros para 2005. A acção está barata. Pode manter.


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Capitalização bolsista
A
capitalização bolsista é o valor de uma empresa,
baseado na cotação das suas acções e do
número de títulos emitidos e admitidos à
cotação.
É igualmente um dos critérios de entrada na
composição de muitos índices bolsistas e no peso
que cada empresa tem no seio destes.
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ROE
O termo ROE
ou Return on Equity é a designação
anglosaxónica da rentabilidade dos capitais próprios.
O ROE obtém-se então pela divisão dos resultados
líquidos (lucro operacional + resultados financeiros +
resultados excepcionais – impostos) pelos capitais
próprios.
Este indicador mede a rentabilidade dos capitais próprios, que
é o mesmo que dizer os capitais permanentes colocados à
disposição da empresa pelos seus accionistas (capital
social + prémios + reservas).
Se uma empresa obtém uma ROE de 15% isso significa que ela
obteve um lucro de 15 euros por cada 100 euros de capital
próprio (o investimento dos accionistas). No entanto, este
indicador, como qualquer outro, deverá ser utilizado com
prudência. De facto, não tem em conta o modo de
financiamento da empresa em questão. Assim, uma empresa que
recorra bastante ao endividamento poderá aumentar
consideravelmente o seu ROE, sem, no entanto, aumentar a rentabilidade
da empresa no seu todo.
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