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Corticeira Amorim 30/08/2004
· Cortiça
· Bolsa de Lisboa
· 1,21 euros
A Corticeira Amorim confirmou, com a publicação dos resultados
semestrais, os bons dados que tem vindo a apresentar nos últimos trimestres.
Assim, o lucro líquido por acção cifrou-se nos 0,04 euros, contra os 0,02
apresentados há um ano (+105,3%). Um valor que se situou sensivelmente em linha
com o que esperávamos. Deste modo, ao nível operacional, o grupo apresentou um
crescimento do volume de negócios de 7,7%. Um aumento que teve por base, quase
exclusivamente, um efeito volume, pois apesar da melhoria conjuntural, os preços
mantiveram-se ao mesmo nível. Por mercados, o destaque vai novamente para os
EUA. A margem operacional subiu dos 4,4% para os 5,3%.
A nível financeiro, a libertação de cash flow, dada a
diminuição das necessidades de fundo de maneio, permitiu reduzir o endividamento
bancário, o que se reflectiu na melhoria dos resultados financeiros. Por outro
lado, o grupo alargou os prazos de exigibilidade dos empréstimos, o que lhe dá
uma maior margem de manobra.
Os resultados da Corticeira confirmam que a empresa está no bom
caminho. A entrada nos novos mercados internacionais do vinho, como o
norte-americano, é uma mais valia para a empresa, que apresentou um crescimento
da facturação bastante satisfatório. Deste modo, prevemos 0,11 euros por acção
para 2004 e, para 2005, 0,16 euros. Apesar das perspectivas serem boas e da
acção estar barata, existem factores de risco que não poderão ser ignorados. Por
um lado, a empresa já subiu 80,6% desde o mínimo alcançado em Setembro do ano
passado. Por outro lado, existe a possibilidade da Corticeira Amorim vir a
deixar de fazer parte do índice PSI-20 no final do ano, o que retiraria
visibilidade a este título, com um impacto negativo na cotação. Pode, no
entanto, manter em carteira.
CORTICEIRA AMORIM (em euros)



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Consolidação
Em
contabilidade, a consolidação é o acto de agrupar
as contas de uma empresa mãe e das suas filiais. A
publicação de contas consolidadas permite dar uma imagem
mais fiel da empresa no seu conjunto. Além disso, fala-se de
consolidação de um sector quando se assiste ao
reagrupamento dos seus diferentes intervenientes (alianças,
fusões, aquisições…).
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Stock option
Uma stock
option é uma opção através da qual o seu
detentor recebe de uma empresa (muitas vezes a sua empregadora) a
possibilidade de comprar ou negociar acções a um
preço predeterminado e com condições predefinidas.
Para a empresa é uma forma de remunerar os seus trabalhadores
dando-lhes a hipótese de participar no capital da empresa.
Também é uma forma de atrair pessoal qualificado,
seduzido pelas perspectivas de mais-valis oferecidas pelo empregador.
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