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Corticeira Amorim 17/05/2004
· Cortiça
· Bolsa
de Lisboa
· 1,25
euros
A Corticeira Amorim confirmou, no primeiro trimestre deste
ano, a melhoria dos resultados encetada no ano transacto. O grupo aumentou os
lucros líquidos para os 0,02 euros por acção (contra 0,005 nos primeiros três
meses de 2003), um valor em linha com as nossas expectativas. O volume de
negócios (VN) consolidado cifrou-se nos 110,9 milhões de euros (+5,7%), uma
performance que, ainda assim, foi penalizada pela trajectória descendente do
dólar americano, nomeadamente a unidade de negócio Cortiça com Borracha
(representa 8,8% do VN). Nas principais unidades de negócio, contudo, o grupo
obteve um bom desempenho: Rolhas (+10,6%; 52,4% do VN), Revestimentos (+7,8%,
24,2% do VN) e Aglomerados (+7,6%, 8,2% do VN). Com a melhoria do mix de
produtos (maior peso nas vendas dos produtos com melhores margens) e, desde já,
como fruto da reestruturação do grupo iniciada em 2002, a margem operacional
subiu dos 3,3% para os 5,5%. Com isto, os lucros operacionais cresceram 73% face
aos primeiros três meses de 2003. Ao nível financeiro, a menor taxa de juro
média nos financiamentos permitiu uma redução dos prejuízos financeiros de
22,1%.
Entretanto, a administração afirmou estar optimista para o
segundo trimestre, afirmando-se empenhada em dar continuidade ao bom desempenho
agora alcançado. Por fim, a empresa afirma também que não tem qualquer interesse
em concorrer à privatização da Companhia das Lezírias, uma empresa estatal que
detém um extenso património florestal, com um forte peso de sobreiros (arvore de
onde é extraída a cortiça).
Os resultados do primeiro trimestre demostram que a
Corticeira Amorim está no bom caminho. Deste modo, para 2004, mantemos as nossas
estimativas de lucros praticamente inalteradas nos 0,12 euros por acção. Para
2005, prevemos lucros por acção de 0,15 euros. Aos níveis actuais, a acção está
correctamente avaliada, pode manter o título em carteira.
CORTICEIRA AMORIM
(em euros)



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Goodwill
Quanto uma empresa faz aquisições, ela paga um preço. Este preço não reflecte
necessariamente o valor contabilístico da empresa comprada, ainda que ajustado ao
valor de mercado do imobilizado. Deste modo, a empresa compradora pode pagar um
prémio devido à importância da marca, à sua imagem emblemática, à carteira de
clientela, perspectivas de crescimento, etc.
Este suplemento de preço designa-se por goodwill.
Para as empresas cotadas, este montante não poderá ser amortizado anualmente,
devido à introdução em vigor das novas normas de relato financeiro.
A presença de goodwill no balanço de uma empresa é um factor que aumenta o risco.
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Indicador de risco
O indicador
de risco de uma acção utilizado pela Poupança
Quinze e Poupança Acções é representado por
um determinado número de “estrelas” (de 1 a 5).
Quanto maior o número de estrelas, maior é o risco
associado à acção. Este indicador considera a
amplitude das flutuações da cotação
(volatilidade), bem como o risco ligado à situação
financeira e ao sector onde actua a empresa.
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