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Corticeira Amorim 22/12/2003
· Cortiça
· Bolsa de
Lisboa
· 1,09
euros
Acaba de confirmar-se a entrada da Corticeira Amorim (CA) no
índice PSI-20. Esta era uma hipótese muito provável, como referimos na
Poupança Acções N.º 333. Nas duas últimas semanas, a acção subiu 18,9% o
que, aos níveis actuais, a colocou como correctamente avaliada. Em 2003, a líder
mundial do mercado da cortiça tem revelado uma clara melhoria de resultados.
Assim, de Janeiro a Setembro, obteve lucros líquidos por acção de 0,04 euros,
contra 0,02 em igual período de 2002. Porém, o volume de negócios (VN) recuou
4,8%, afectado pela conjuntura adversa e, em parte, também pela queda do dólar.
Mas a CA ganhou quota no mercado norte-americano, assim como na Austrália e Nova
Zelândia, países que têm vindo a aumentar a sua importância no sector mundial do
vinho e que, no seu conjunto, representam 22,7% do VN. A margem bruta cresceu de
45,9% para os 47,7% e esteve na base de uma melhoria dos resultados operacionais
do grupo (+5,6%), apesar da diminuição das vendas. A nível financeiro os
encargos com juros baixaram e o impacto da desvalorização do dólar foi minorado
pela cobertura cambial efectuada. Por fim, destaque para a menor taxa média de
tributação estimada para o período.
A CA revela uma recuperação dos resultados, mas falta ainda o
impulso das vendas. Revemos em ligeira alta os lucros líquidos deste ano para os
0,05 euros por acção (antes, 0,03). Para 2004 mantemos os 0,11 euros por acção.
Pode manter esta acção que está correctamente avaliada.


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Green Shoe
Aquando da entrada de uma empresa em Bolsa, o prospecto faz, por vezes, menção de
uma opção green shoe.
Esta opção permite, durante um tempo determinado e segundo as modalidades
precisas, apresentar, após a introdução, um pacote suplementar de acções, no caso
da procura exceder a oferta de títulos. A origem deste termo
é a empresa Green Shoe Corporation que utilizou pela primeira
vez esta técnica.
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Diluição
Quando
aumenta o número de acções de uma empresa (por
exemplo na sequência de um aumento de capital), o lucro a
distribuir pela empresa terá de ser repartido por um maior
número de títulos. O lucro por acção pode
assim diminuir temporariamente: é o que se chama de
diluição do lucro.
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