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Repsol YPF 02/12/2003
· Petrolífera - Energia
· Bolsa de Madrid
· 14,68 euros
No terceiro trimestre, os lucros correntes por acção da Repsol
cresceram 3,3%, para os 0,39 euros. Por um lado, a queda do dólar contra o euro
pesou nos resultados. Por outro, estes beneficiaram do aumento de 16% da
produção de hidrocarbonetos e da subida dos preços e das margens de refinação,
bem como, da melhoria da situação argentina. Pela negativa, o sector da química
continua a ser afectado pelos elevados preços das matérias-primas e por uma
procura que permanece débil.
O novo plano estratégico 2003/07 prevê um crescimento médio de
4% ao ano da produção de hidrocarbonetos, com um reforço no gás e redução do
peso da Argentina (dos actuais 72% para os 56% em 2007). Os esforços para baixar
os custos serão reforçados, mas a rendibilidade permanecerá reduzida. Além
disso, o endividamento continua muito elevado, embora esteja agora controlado.
Por fim, este ano, a empresa irá aumentar em 30% o dividendo
bruto, para os 0,40 euros, mas o dividend yield (rácio deste sobre a
cotação) permanecerá entre os mais baixos do sector.
Para 2003, prevemos lucros correntes de 1,80 euros por acção.
Para 2004, antecipamos uma descida do preço médio do barril de petróleo e
estimamos lucros de 1,65 euros por acção. Com as melhorias implementados, ao
nível da diversificação e do endividamento, reduzimos o indicador de risco, mas
não recomendamos a compra, apesar da acção estar correcta. Neste sector, damos
preferência à ENI e à Total, que têm maior margem para crescer. Não compre
Repsol.


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Oferta Pública de Venda (OPV)
Operação
através da qual uma pessoa ou entidade (um accionista importante) oferece a
novos investidores parte das acções que possui de uma empresa, a um determinado
preço.
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Reverse split
Uma
operação de reverse split corresponde a uma
redução do número de acções em
circulação, pelo que a cotação aumenta
instantaneamente pela mesma proporção. No dia do reverse
split, cujo factor seja, por exemplo, 20, a cotação
irá ver multiplicada automaticamente por 20 de modo a que
não haja alteração à
capitalização bolsista da empresa. Ou seja, uma
operação neutra para a valorização do
investimento do accionista.
Normalmente, as empresas não adoptam um reverse split a
não ser que sejam obrigadas, nomeadamente pelos mercados
bolsistas, em que há casos de exigirem que a
cotação unitária seja superior a um determinado
valor.
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