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SAG 02/06/2003
· Comércio Automóvel
· Bolsa de Lisboa
· 1,17 euros
A SAG divulgou fracos resultados no primeiro trimestre, com o
lucro total a atingir apenas os 0,02 euros por acção, menos 64% face ao período
homólogo de 2002. Na origem, a difícil conjuntura económica, com a queda da
confiança dos consumidores e o consequente adiamento de aquisição de bens
duradouros, como é o caso dos veículos automóveis, e a maior contenção do
investimento por parte das empresas. Neste cenário, o volume de negócios (VN) da
SAG caiu 22%. Na distribuição automóvel, principal área do grupo, a SIVA
comercializou menos 35% de veículos ligeiros. Além do carácter cíclico do
mercado, este recuo é também explicado pelo fim de vida de alguns modelos da
Volkswagen (VW). No retalho, os lucros caíram 45%, com a venda de
viaturas novas a descer 44%. Na área dos serviços automóvel e
financeira, a Multirent, aluguer operacional, teve um aumento
significativo no número de contratos e do capital financiado. Ao invés, a
Globalrent ressentiu-se da menor procura no rent-a-car e as receitas caíram
5,8%. No Brasil, apesar da subida do VN, os lucros foram menores devido à
desvalorização do real contra o euro. Por último, nos serviços financeiros, o
resultado líquido do Interbanco caiu 70%.
Para o resto do ano, as vendas de veículos ligeiros continuarão
sob pressão. Quanto à SAG, a chegada de novos modelos, entre eles, o A3 (no
próximo mês) e sobretudo a quinta geração do Golf, no último trimestre, deverão
permitir revitalizar as vendas e recuperar quota de mercado.
Os resultados do trimestre ficaram abaixo
das nossas estimativas, afectados pelo forte recuo do mercado automóvel e pela
fraca performance da marca VW. Reduzimos as previsões de lucros por acção para
2003 e 2004, de 0,22 e 0,26 euros, para 0,19 e 0,22 euros, respectivamente. A
SAG está barata, pelo que pode manter a acção em carteira.
SAG (em euros)



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Goodwill
Quanto uma empresa faz aquisições, ela paga um preço. Este preço não reflecte
necessariamente o valor contabilístico da empresa comprada, ainda que ajustado ao
valor de mercado do imobilizado. Deste modo, a empresa compradora pode pagar um
prémio devido à importância da marca, à sua imagem emblemática, à carteira de
clientela, perspectivas de crescimento, etc.
Este suplemento de preço designa-se por goodwill.
Para as empresas cotadas, este montante não poderá ser amortizado anualmente,
devido à introdução em vigor das novas normas de relato financeiro.
A presença de goodwill no balanço de uma empresa é um factor que aumenta o risco.
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OPA
A Oferta
Pública de Aquisição é uma
operação através da qual alguém (ex.: um
grande accionista ou uma empresa concorrente) oferece um determinado
preço pelas acções de uma empresa, com o intuito
de adquiri-la. Quando existem diversas partes interessadas na mesma
empresa, sucedem, por vezes, contra-ofertas que propõem um
preço mais elevado.
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