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SAG 07/04/2003
· Comércio Automóvel
· Bolsa de Lisboa
· 1,29 euros
Como seria de esperar, os resultados da SAG em 2002
ressentiram-se do abrandamento económico, nomeadamente com a quebra de confiança
dos consumidores e o adiamento de certos investimentos por parte das empresas.
Os lucros totais da SAG recuaram 20% face ao ano transacto, situando-se nos 0,21
euros por acção, 8% abaixo do que prevíamos. Sem elementos extraordinários
estimamos que os lucros tenham ficado pelos 0,20 euros. O volume de negócios, em
base comparável, desceu cerca de 1% face a 2001, com a principal área de
negócio, a distribuição automóvel, a recuar 7,8%. Com efeito, a SIVA vendeu -15%
de veículos de passageiros, com a Volkswagen (VW) a cair 18% e a Skoda 23%. A
Audi mostrou mais resistência, registando uma quebra ligeira. Em termos de
quota, e com o mercado a cair 11,4%, a VW perdeu 0,8% passando a deter 10,3%,
enquanto a Audi ganhou algum espaço. Nas restantes áreas, no retalho automóvel,
as vendas de viaturas novas caíram 22% e o lucro líquido recuou 26%. Nos
serviços automóveis, a Multirent evoluiu de forma positiva, conseguindo um
aumento expressivo no aluguer operacional em contratos. Já a Globalrent
reflectiu o abrandamento do sector de aluguer. No Brasil, a Unidas apesar do
ambiente difícil, conseguiu atingir lucros. Por fim, nos serviços financeiros a
crise do sector reflectiu-se no desempenho do Interbanco, cujos resultados
caíram 33%.
Em 2003, o adiamento da retoma económica, reflectiu-se
negativamente no primeiro trimestre: no mercado nacional, as vendas caíram 23%.
Para enfrentar esta situação, a SAG aposta numa dinâmica de produto, com o
lançamento de diversos modelos este ano, com destaque para o novo Golf.
A crise no sector automóvel reflectiu-se na queda dos lucros da
SAG. Este ano, em face do adiamento da retoma económica, o mercado irá continuar
deprimido. Quanto à SAG, e na distribuição automóvel, a VW tem sido a principal
afectada, mas espera-se alguma recuperação com o lançamento do novo Golf no
final do ano. Baixamos as nossas previsões de lucros por acção, de 0,24 para
0,22 euros, em 2003, e de 0,29 para 0,26 euros, em 2004. Contudo, a acção
permanece barata e mantém um dividendo elevado. Pode manter.
SAG (em euros)



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Delisting
Designa-se por delisting a operação que consiste na saída de Bolsa por parte de
uma empresa.
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Stock option
Uma stock
option é uma opção através da qual o seu
detentor recebe de uma empresa (muitas vezes a sua empregadora) a
possibilidade de comprar ou negociar acções a um
preço predeterminado e com condições predefinidas.
Para a empresa é uma forma de remunerar os seus trabalhadores
dando-lhes a hipótese de participar no capital da empresa.
Também é uma forma de atrair pessoal qualificado,
seduzido pelas perspectivas de mais-valis oferecidas pelo empregador.
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