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Corticeira Amorim 31/03/2003
· Cortiça e derivados
· Bolsa de Lisboa
· 0,73 euros
O líder mundial do sector da cortiça regressou aos lucros em
2002, embora com a "ajuda" dos resultados extraordinários. Apesar de terem
ficado ligeiramente abaixo das nossas previsões, a recuperação dos resultados
face a 2001 foi notável: de um prejuízo corrente de 0,11 euros por acção, para
apenas - 0,01. As vendas resistiram bem à conjuntura adversa, recuando apenas
1,5%. Assim, a melhoria do desempenho foi possível, sobretudo, graças à redução
dos custos de produção (melhoria das margens) e à diminuição do endividamento
bancário que levou os resultados financeiros a subirem 27%.
Para 2003, não se prevê uma recuperação significativa das
vendas, dado o cenário de fraco crescimento económico. Por outro lado, a
melhoria das margens é agora mais limitada, o que restringe a evolução dos
resultados por essa via. Dessa forma, será prudente aguardar pela consolidação
das medidas tomadas na vertente dos custos e por sinais de recuperação nas
vendas, antes de reforçar a posição neste título.
Os resultados deverão continuar a melhorar em 2003, mas de
forma gradual, até receberem um impulso das vendas. Assim, mantemos as previsões
de lucros correntes por acção de 0,03 euros em 2003 e 0,11 euros para 2004. A
acção está barata, pode manter.


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Oferta Pública de Venda (OPV)
Operação
através da qual uma pessoa ou entidade (um accionista importante) oferece a
novos investidores parte das acções que possui de uma empresa, a um determinado
preço.
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ROE
O termo ROE
ou Return on Equity é a designação
anglosaxónica da rentabilidade dos capitais próprios.
O ROE obtém-se então pela divisão dos resultados
líquidos (lucro operacional + resultados financeiros +
resultados excepcionais – impostos) pelos capitais
próprios.
Este indicador mede a rentabilidade dos capitais próprios, que
é o mesmo que dizer os capitais permanentes colocados à
disposição da empresa pelos seus accionistas (capital
social + prémios + reservas).
Se uma empresa obtém uma ROE de 15% isso significa que ela
obteve um lucro de 15 euros por cada 100 euros de capital
próprio (o investimento dos accionistas). No entanto, este
indicador, como qualquer outro, deverá ser utilizado com
prudência. De facto, não tem em conta o modo de
financiamento da empresa em questão. Assim, uma empresa que
recorra bastante ao endividamento poderá aumentar
consideravelmente o seu ROE, sem, no entanto, aumentar a rentabilidade
da empresa no seu todo.
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