Os mercados não pararam na época tradicional de férias dos portugueses. De
facto, um rol de boas e más notícias pautou a actualidade económica e financeira
das últimas semanas.
Destaque para a divulgação dos resultados
trimestrais das
empresas. O panorama geral foi de queda dos lucros. Contudo, lá fora, muitas
empresas conseguiram fazer um pouco melhor do que o esperado. Em Portugal, o
cenário foi diferente. Com efeito, o desempenho de inúmeras empresas nacionais
ficou aquém das previsões.
Os dados macroeconómicos
revelaram que a economia da zona euro registou uma contracção no
segundo trimestre e que está à beira da recessão. Ao invés, a economia
norte-americana, onde teve origem a actual crise, está a resistir melhor. O
grande beneficiado tem sido o dólar norte-americano, em detrimento do euro.
Outro facto incontornável é a descida do preço
do petróleo. As más
perspectivas para a economia mundial e para a procura de combustíveis fizeram o
preço do barril recuar para menos de 120 dólares.
Nos
próximos meses, é provável que a conjuntura
internacional se agrave. Face a este contexto, não se deve expor demasiado às acções. Embora
estas mantenham um bom potencial a longo prazo, considere também a hipótese de
colocar as novas poupanças num depósito a prazo. Actualmente, há bancos que
oferecem taxas de juro atractivas.