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Video: Poupar para a reforma (31/10/2008)
Comece a preparar uma poupança para a reforma e saiba
quais os produtos mais adequados para cada idade. PPR ou Certificados de
Reforma?
Quanto mais longo for o prazo da poupança, maior a rentabilidade. Por
exemplo, se poupar 50 euros por mês a partir dos 40 anos, obtém um capital acima
de 25 mil euros aos 65 anos. É preferível constituir uma poupança pouco a pouco
do que adiar esta decisão para mais tarde.
Não aplique todos os montantes em produtos a longo prazo, pois corre o risco
de necessitar do capital. Ponha de parte algum dinheiro, disponível a qualquer
momento, para fazer face a imprevistos. Para não correr riscos desnecessários,
aconselhamos os depósitos a prazo.
PPR entre as soluções Os planos de poupança-reforma
servem para incentivar a poupança e garantir um complemento. São especialmente
atractivos pelo benefício fiscal. Mas não há garantia de que se mantenham no
futuro.
Em 2008, pode deduzir 20% do investimento, até 400 euros, se tiver menos de
35 anos, ou 350 euros, entre 35 e 50 anos. Se tiver mais de 50 anos, só pode
deduzir 300 euros. Assim, não invista mais de 2000, 1750 ou 1500 euros,
respectivamente. Estes montantes devem ser declarados no anexo H do modelo 3 da
declaração de IRS.
Os PPR são aconselháveis a partir dos 40 anos. Os montantes aplicados só
podem ser resgatados quando atingir a reforma por velhice ou a partir dos 60
anos, desde que decorridos 5 anos após a última entrega. Ou, então, em caso de
desemprego superior a um ano ou doença grave e incapacidade para o trabalho.
Prefira o resgate total, pois paga uma taxa inferior, de 8% sobre o que ganhou.
Deposite o montante de que não precisa num investimento seguro, como um depósito
a prazo. Se optar por uma renda periódica, esse rendimento acresce a salários,
pensões ou rendas que receba. Neste caso, paga uma taxa de imposto de 10,5 a 42%
sobre o rendimento anual.
Entre 40 e 50 anos, pode correr algum risco e investir num fundo PPR com
acções. O potencial de valorização a longo prazo é superior. A DECO negociou um
protocolo para a subscrição de uma das Escolhas Acertadas com várias vantagens.
Se tem mais de 50 anos, ou seja, faltam até 10 anos para o resgate do PPR, opte
por um seguro PPR com garantia de capital.
Certificados de reforma não são PPR Os certificados de
reforma não são PPR. Trata-se de unidades de participação de um fundo criado
pelo Estado, que permite a cada trabalhador constituir um complemento de pensão
ou uma poupança através de um novo desconto mensal sobre o salário.
A adesão é facultativa e o capital acumulado será tanto mais elevado quanto
mais cedo aderir ao regime e mais alta for a taxa de entregas escolhida. Os
certificados de reforma exigem um salário muito elevado (3646 euros, se
descontar 4%, ou 7292, se for 2%) para atingir o benefício fiscal máximo (350
euros).
Têm outros inconvenientes: falta de liquidez, não garantir o capital, nem
permitir a escolha do produto mais adequado ao seu perfil porque a carteira é
igual para todos os subscritores.
Carteira de fundos ou acções como alternativa Com cerca
de 10 000 euros ou mais, além de um PPR, pode criar uma carteira de fundos
adaptada ao seu perfil. Aceita um pouco de risco, mas obtém um rendimento
superior a longo prazo.
Com montantes mais reduzidos, aplique em fundos mistos, cuja carteira é
composta por acções e obrigações. Para períodos de 20 anos ou mais, opte por um
fundo misto agressivo, que investe mais de 50% em acções. Entre 10 e 20 anos,
prefira um fundo misto neutro (em média, com 50% de acções e 50% de obrigações).
De 5 a 10 anos, é mais indicado um defensivo (até 30% de acções). A partir dos
50 anos, começa a aproximar-se do momento em que precisa de usar o capital
acumulado. Neste caso, deve transferir para activos com menos risco, como
depósitos a prazo.
Seguros de capitalização para não arriscar São ideais
para investir a longo prazo, regra geral, o rendimento é superior à inflação. Ao
fim de 20 ou 30 anos, junta menos capital do que numa carteira diversificada de
fundos (tendo em conta as probabilidades, pois nada é garantido), mas não é
afectado pelas flutuações das principais Bolsas.
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