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Video: Primeiros passos na Bolsa (13/08/2008)
A Bolsa não está reservada aos ricos e audaciosos.
Qualquer um pode investir, desde que de forma prudente e a longo prazo. Basta
ter uma boa estratégia e saber como dar os primeiros passos.
Investir a longo prazo A
longo prazo, o investimento em acções é mais rentável do que as aplicações tradicionais sem
risco (exemplo: depósitos a prazo). É expectável obter um retorno anual de 6 a 7% em acções,
contra apenas 3 a 4% por ano em investimentos sem risco (antes
de impostos). A longo prazo, esta diferença tem o efeito de uma bola de neve: ao fim
de 10 anos, por exemplo, o capital que investiu em acções deverá ser,
pelo menos, 10 vezes superior. Mas atenção: não há garantias de rendimento nem a
certeza de reaver a totalidade do capital investido.
Aplique em Bolsa apenas as poupanças de que não vai precisar nos próximos 5
anos. Com o resto, prepare um pé-de-meia para os imprevistos. Escolha uma
aplicação sem risco e com liquidez, que lhe permita levantar o dinheiro em
qualquer altura, sem estar sujeito a prazos ou penalizações: por exemplo, um
depósito a 1, 3, 6 ou 12 meses, em função das necessidades.
Acções ou fundos A decisão de aplicar as economias
em acções ou fundos depende do montante a investir e da disponibilidade
para acompanhar o investimento. Se tiver tempo, vontade e conhecimentos
financeiros, pode escolher as suas acções e compor uma carteira. Caso contrário, opte por
um fundo, gerido por profissionais. Regra geral, com menos de 20 mil euros, é
preferível optar por um fundo de investimento diversificado, pois tem um risco
limitado. É fácil de subscrever e resgatar e exige montantes mínimos acessíveis.
Quanto aos rendimentos, não tem de mencioná-los na declaração de IRS: já vêm
líquidos de impostos.
Para investir directamente em acções, convém dispor de, pelo menos,
20 mil euros. Assim, pode aplicar as suas economias em diversas acções. Cerca de
uma dezena é suficiente para reduzir consideravelmente o risco. Se aplicar um
mínimo de 2000 euros por acção, também reduz de forma significativa as comissões do
intermediário. Caso não consiga, o peso dos encargos tornará o investimento
menos rentável do que um depósito a prazo.
Negociar em Bolsa Um investidor não pode negociar directamente
na Bolsa. Para comprar e vender acções tem de contratar um intermediário
autorizado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários. Pode consultar
a lista das entidades habilitadas em Portugal no sítio deste organismo
(clique aqui). Como a maioria dos bancos também já faz serviço de corretagem, alguns
investidores preferem continuar a trabalhar com o banco onde já são clientes.
Mas esta opção pode não ser a mais vantajosa. No nosso simulador (clique
aqui), pode saber qual o intermediário mais barato para o seu perfil, tendo em
conta o número de transacções por ano, montante médio das ordens, etc.
Independentemente do que escolher, quase sempre pode dar ordens de Bolsa
através de vários canais: balcão, telefone, fax ou Net. Fique atento: os custos
variam muito consoante o corretor e o canal utilizado mas, regra geral, poupa
dezenas de euros se negociar pela Net.
Para se estrear, precisa de uma conta aberta. Caso já seja cliente de um
banco e queira continuar a trabalhar com a instituição, tem carta-branca para
avançar. Se não, terá de abrir uma conta. O processo é simples: > se
utilizar uma corretora para negociar em Bolsa, tem de abrir uma conta-títulos,
na qual depositará o dinheiro a investir. Esta funciona como uma conta de
depósitos à ordem normal; > se abrir conta num banco, à sua conta à ordem
principal estará associada uma conta-títulos, com número diferente, onde serão
depositadas as acções. Na prática, terá de abrir duas contas.
Dividir para reinar A Bolsa não é um
casino. Muitos investidores inexperientes jogam na Bolsa e esperam ganhar dinheiro em
apenas alguns dias ou meses. Mas um investimento por menos de 3 anos é uma
incógnita: ninguém pode prever a evolução do mercado a curto prazo. O
investimento em acções pode dar um rendimento superior ao dos produtos sem risco
se for encarado por um mínimo de 5 anos. A longo prazo, o rendimento deverá
rondar a taxa de crescimento da economia; e se lhe juntamos o crescimento dos
dividendos divulgados regularmente pelas empresas cotadas, chega-se a um
rendimento médio de 6 ou 7% ao ano.
Atenção: um investimento deste tipo tem riscos. Para limitá-los, escolha
títulos de diferentes países e sectores da economia. Ao reduzir as flutuações do
seu investimento, aumenta a possibilidade de ganhar com o crescimento da
economia global.
Gerir a carteira de acções Depois de constituir uma
carteira diversificada ou ter subscrito vários fundos de investimento, não vale
a pena multiplicar as acções de compra e venda. Se o fizer, paga comissões de
transacção elevadas, fixas ou em função do montante do negócio, que pesam sobre
o rendimento. Além destas, tem de contar com a taxa de Bolsa, cobrada pela
Euronext Lisboa, custos de guarda de títulos e comissões sobre dividendos. Seja
paciente e deixe o seu investimento crescer.
Acompanhe a evolução de qualquer investimento em Bolsa. E investir a longo
prazo não é sinónimo de inércia. Reaja oportunamente aos movimentos das
empresas, como troca de títulos, emissão de novas acções em aumentos de capital
e ofertas públicas de aquisição. Por fim, siga de perto a evolução da cotação
das suas acções.
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