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Conclusões 2007/2008
 
Na figura 1, pode ver a repartição das classificações. O panorama não é animador, com a maioria das empresas a obter classificações medianas. A nota média foi de apenas 5,4 pontos! De resto, saliência para o facto de menos de metade das empresas terem respondido ao questionário.

1. CLASSIFICAÇÕES
(em % do total)

Portugal afasta-se da média
Apesar da tendência para a uniformização, nomeadamente devido ao esforço da União Europeia neste âmbito, o nível de Governo das Sociedades varia de país para país (ver figura 2).
Dos mercados mais representados, Reino Unido, Estados Unidos e Alemanha obtiveram os melhores resultados. No caso das empresas nacionais, o resultado médio (4,5 pontos) coloca-nos abaixo da média geral e com uma pontuação “negativa” em termos de Governo das Sociedades.
O critério referente à administração é onde as empresas nacionais têm piores resultados (em média, 3,1 pontos), porque, por exemplo, a presença de administradores independentes é ainda reduzida. Também a transparência tem uma pontuação baixa (3,4 pontos): não divulgação da remuneração de cada administrador, o não cumprimento das recomendações da CMVM ou as auditoras fornecerem serviços de consultoria são aspectos bastante restritivos. No que concerne aos direitos dos accionistas, superaram a média geral, 6,4 contra 5,8 pontos.

2. MÉDIAS POR PAÍS
(pontuação máxima de 10)

As melhores
Como pode ver no quadro seguinte, onde incluímos o top 10, o primeiro lugar do estudo coube à empresa de recrutamento holandesa Vedior. Por cá, apenas a Novabase (86º) se encontra no top 100, seguindo-se-lhe a Brisa (142º) e a Jerónimo Martins (156º).

AS 10 MELHORES

Empresa

(1)

(2)

(3)

(4)

Vedior

8,7

7,5

9,1

8,5

AIB Group

8,7

10,0

6,8

8,4

Intel

9,3

10,0

6,0

8,4

Texas Instr.

9,3

9,2

6,8

8,4

Zurich F.S.

7,3

8,3

9,1

8,3

Merck

8,7

7,5

8,0

8,2

Vivendi

8,7

10,0

6,2

8,2

Vodafone

7,3

9,2

8,2

8,2

Software AG

9,3

5,8

8,3

8,1

AstraZeneca

8,0

7,5

8,2

8,0

Média

5,8

5,0

5,2

5,4

(1) Direitos dos accionistas;
(2) Funcionamento do Conselho de Administração;
(3) Transparência;
(4) Classificação final.

As piores
O gigante suíço da relojoaria Swatch ficou no último lugar, com 1,5 pontos, logo seguido do construtor automóvel de luxo Porsche. Nesta listagem encontramos ainda empresas de renome como a Natuzzi (do mobiliário Divani & Divani), o grupo financeiro Société Général ou a Peugeot.
Entre as piores, encontramos ainda a Martifer (417º), mas como está cotada há pouco tempo, esperemos que venha, num futuro breve, a adoptar melhorar práticas de Governo das Sociedades. Destaque ainda pela negativa para a Portugal Telecom (405º), a Galp (399º) e EDP (365º), todas penalizada pela existência de golden shares.

AS 10 PIORES

Empresa

(1)

(2)

(3)

(4)

IBA

1,3

3,3

2,0

2,2

Peugeot

1,3

3,3

2,2

2,2

Republic Airways

1,3

0,0

4,5

2,1

Pernod Ricard

2,7

0,8

2,2

2,0

Société Générale

2,0

1,7

2,2

2,0

Natuzzi

0,7

1,7

3,4

1,9

Martifer

2,0

0,8

2,2

1,8

Suez

1,3

1,7

2,3

1,8

Porsche

0,7

2,5

1,8

1,6

Swatch Group

-0,7

5,8

0,3

1,5

(1) Direitos dos accionistas;
(2) Funcionamento do Conselho de Administração;
(3) Transparência;
(4) Classificação final.

Conclusões
· Cada vez mais, os investidores olham para o Governo das Sociedades como uma parcela do risco de uma acção. E a actual crise financeira veio dar ainda mais ênfase a estas temáticas. Deste modo, e como estudos recentes o comprovam, o interesse pelo bom Governo das Sociedades, além da democracia accionista, influencia o risco e consequentemente a valorização das empresas cotadas.
· Nos últimos anos, o Governo das Sociedades evoluiu de forma positiva, muito pelo contributo da CMVM. No entanto, o nosso estudo mostra que ainda há margem de progressão.


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