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Na figura 1, pode ver a repartição
das classificações. O panorama não é animador, com a maioria das empresas a
obter classificações medianas.
A nota média foi de apenas 5,4 pontos! De
resto, saliência para o facto de menos de metade das empresas terem respondido ao
questionário.
1. CLASSIFICAÇÕES (em % do
total)

Portugal afasta-se da
média
Apesar da tendência para a uniformização, nomeadamente
devido ao esforço da União Europeia neste âmbito, o nível de Governo das
Sociedades varia de país para país (ver figura 2). Dos mercados mais representados, Reino Unido,
Estados Unidos e Alemanha obtiveram
os melhores resultados.
No caso das empresas nacionais, o resultado médio (4,5 pontos)
coloca-nos abaixo da média geral e com uma pontuação “negativa” em termos de
Governo das Sociedades. O critério referente à administração é
onde as empresas nacionais têm piores resultados (em média, 3,1 pontos), porque,
por exemplo, a presença de administradores independentes é ainda reduzida.
Também a transparência tem uma pontuação baixa (3,4
pontos): não divulgação da remuneração de cada administrador, o não cumprimento
das recomendações da CMVM ou as auditoras fornecerem serviços de consultoria são
aspectos bastante restritivos. No que concerne aos direitos dos
accionistas,
superaram a média
geral, 6,4 contra 5,8 pontos.
2. MÉDIAS POR PAÍS (pontuação máxima de
10)

As melhores Como
pode ver no quadro seguinte, onde incluímos o top 10, o
primeiro lugar do estudo coube à empresa de
recrutamento holandesa Vedior. Por cá, apenas a Novabase (86º) se encontra
no top 100,
seguindo-se-lhe a Brisa (142º) e a
Jerónimo Martins (156º).
|
AS 10 MELHORES |
|
Empresa |
(1) |
(2) |
(3) |
(4) |
|
Vedior |
8,7 |
7,5 |
9,1 |
8,5 |
|
AIB Group |
8,7 |
10,0 |
6,8 |
8,4 |
|
Intel |
9,3 |
10,0 |
6,0 |
8,4 |
|
Texas Instr. |
9,3 |
9,2 |
6,8 |
8,4 |
|
Zurich F.S. |
7,3 |
8,3 |
9,1 |
8,3 |
|
Merck |
8,7 |
7,5 |
8,0 |
8,2 |
|
Vivendi |
8,7 |
10,0 |
6,2 |
8,2 |
|
Vodafone |
7,3 |
9,2 |
8,2 |
8,2 |
|
Software AG |
9,3 |
5,8 |
8,3 |
8,1 |
|
AstraZeneca |
8,0 |
7,5 |
8,2 |
8,0 |
|
Média |
5,8 |
5,0 |
5,2 |
5,4 |
(1) Direitos dos accionistas; (2) Funcionamento do
Conselho de Administração; (3) Transparência;
(4) Classificação final.
As piores O gigante suíço da relojoaria
Swatch ficou no último lugar,
com 1,5 pontos, logo seguido do construtor automóvel de luxo
Porsche. Nesta listagem encontramos ainda empresas de renome como a Natuzzi (do
mobiliário Divani & Divani), o grupo financeiro Société Général ou a
Peugeot. Entre as
piores, encontramos ainda a Martifer (417º),
mas como está cotada há pouco tempo, esperemos que venha, num futuro breve, a
adoptar melhorar práticas de Governo das Sociedades. Destaque ainda pela
negativa para a Portugal Telecom (405º), a Galp (399º) e EDP (365º), todas
penalizada pela existência de golden shares.
|
AS 10 PIORES |
|
Empresa |
(1) |
(2) |
(3) |
(4) |
|
IBA |
1,3 |
3,3 |
2,0 |
2,2 |
|
Peugeot |
1,3 |
3,3 |
2,2 |
2,2 |
|
Republic Airways |
1,3 |
0,0 |
4,5 |
2,1 |
|
Pernod Ricard |
2,7 |
0,8 |
2,2 |
2,0 |
|
Société Générale |
2,0 |
1,7 |
2,2 |
2,0 |
|
Natuzzi |
0,7 |
1,7 |
3,4 |
1,9 |
|
Martifer |
2,0 |
0,8 |
2,2 |
1,8 |
|
Suez |
1,3 |
1,7 |
2,3 |
1,8 |
|
Porsche |
0,7 |
2,5 |
1,8 |
1,6 |
|
Swatch Group |
-0,7 |
5,8 |
0,3 |
1,5 |
(1) Direitos dos accionistas;
(2) Funcionamento do Conselho de
Administração; (3) Transparência; (4) Classificação
final.
Conclusões · Cada vez mais, os investidores olham para o Governo
das Sociedades como uma parcela do risco
de uma acção. E a actual
crise financeira veio dar ainda mais ênfase a estas temáticas. Deste modo, e
como estudos recentes o comprovam, o interesse pelo bom Governo das Sociedades,
além da democracia accionista, influencia o risco e consequentemente a
valorização das empresas cotadas. · Nos últimos anos, o Governo das Sociedades
evoluiu de forma positiva,
muito pelo contributo da CMVM.
No entanto, o nosso estudo mostra que ainda há margem de
progressão.
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