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O terceiro pilar sobre o qual se apoia o Governo das
Sociedades é a transparência financeira. Dispor, em prazos razoáveis, de
informações fiáveis
sobre o desenvolvimento dos negócios é o mínimo que um accionista está no
direito de esperar de uma empresa.
- Ainda existem empresas que não publicam
resultados trimestrais suficientemente detalhados. Embora a
questão da pertinência dos resultados trimestrais possa colocar-se em alguns
casos – holdings, sociedades cíclicas, etc. – são importantes para a protecção
do investidor.
- A remuneração dos dirigentes ainda continua envolvida num denso mistério.
Uma maior transparência neste domínio permitiria desmascarar e limitar mais
rapidamente os abusos. Consideramos mesmo que a remuneração dos principais
dirigentes deveria ser aprovada pela Assembleia-geral e não pelo Conselho de
Administração, pois os dirigentes da empresa não têm sempre como objectivo a
defesa dos interesses dos pequenos accionistas.
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